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Nhandumirim
O Nhandumirim (Nhandumirim waldsangae) cujo nome tem origem no Tupi-Guarani e significa "pequena Ema" (sendo nhandu o nome para Ema e mirim pequeno em Tupi-Guarani), em referência ao tamanho e à semelhança com as aves Emas que essa espécie
de dinossauro possuía. E waldsangae faz referência ao sítio paleontológico Waldsanga, onde o fóssil foi encontrado, na região
conhecida como Sanga da Alemoa, zona rural de Santa Maria. Essa espécie viveu há aproximadamente 233 milhões de anos atrás,
durante o começo do período Triássico (Carniano) na região sul do Brasil.
Eram um dos dinossauros carnívoros mais antigos já encontrados, sendo o terópode brasileiro mais antigo conhecido. Chegavam
a mediar cerca de 2 metros de comprimento e 1 metro de altura, pesando aproximadamente 5 quilogramas. Na mesma região em que
esta espécie foi descoberta, também foi encontrado o fóssil do estauricossauro.
Seus fósseis compostos por um esqueleto semi articulado, incluindo o tonco, vertebras caudais, ílio direito, femur, tíbia, fíbula, metatarsos e falanges, foram encontrados em 2012 no sítio paleontológico Waldsangam, na Formação Santa Maria, Rio Grande do Sul,
por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP) e outra da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), das quais fazem parte
os pesquisadores Júlio C. A. Marsola, Jonathas S. Bittencourt, Richard J. Butler, Átila A. S. Da Rosa, Juliana M. Sayão e
Max C. Langer. Os estudos sobre a espécie somente foram concluídos em 2019, quando o trabalho foi publicado no periódico Journal
of Vertebrate Paleontology.