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Macrocollum
O Macrocollum (Macrocollum itaquii) cujo o nome tem origem no grego “makrôs”, que significa
grande e no latim “collum”, que significa pescoço. O nome específico "itaquii" homenageia o Sr. José Jerundino Machado Itaqui, que foi um
que foi um dos principais responsáveis pela criação do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa/UFSM). Essa
espécie viveu há aproximadamente 225 milhões de anos atrás durante o período Triássico (período Noriano) no
Brasil.
Pertenciam ao grupo dos dinossauros sauropodomorfos,
que se caracterizam por serem um dos dinossauros mais antigos conhecidos, sendo o mais antigo sauropodomorfo conhecido. Os Macrocollum
chegavam a medir cerca de 1,5 metros de altura e 3,5 metros de comprimento e pesavam aproximadamente 100 quilogramas. Eles viveram
no supercontinente Pangaea, quando o mesmo estava iniciando sua subdivisão em Laurasia no norte e Gondwana no sul. No Macrocollum já se
pode verificar a principal característica de seu grupo familiar, seus pescoços longos, razão do sucesso evolutivo que levou ao apogeu
da era dos dinossauros. as vértebras cervicais dos Macrocollum eram 6 vezes mais compridas do que largas, outros dinossauros apresentavam
essa realçao bem menor, chegando a 2,5 vezes. O crânio era realtivamente pequeno em relação ao tamanho do corpo e sua dentição já
estava sendo alterada de um parão onívoro para herbívoro. Os pescoços longos permitiam o alcance de folhas cada vez mais altas
nas árvores, favorecendo a espécie na luta pela sobrevivência.
Seus restos fósseis, cujo holotipo consiste em um esqueleto quase completo, foram descobertos em 2013, na Formação
Caturrita, no município de Agudo, Rio Grande do Sul, Brasil. Esses restos foram estudados apenas em 2018 pelos pesquisadores
Rodrigo Temp Müller e Sérgio Dias da Silva, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e pelo paleontólogo Max Cardoso Langer,
da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto. O artigo foi publicado na revista Royal Society journal Biology Letters.